quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Violoncelo

Chorai, arcadas
Do violoncelo,
Convulsionadas.
Pontes aladas
De pesadelo...

De que esvoaçam,
Brancos, os arcos.
Por baixo passam,
Se despedaçam,
No rio os barcos.

Fundas, soluçam
Caudais de choro.
Que ruínas, ouçam...
Se se debruçam,
Que sorvedouro!

Lívidos astros,
Solidões lacustres...
Lemes e mastros...
E os alabastros
Dos balaústres!

Urnas quebradas.
Blocos de gelo!
Chorai, arcadas
Do violoncelo,
Despedaçadas...

Camilo Pessanha

1 comentário:

José Faria disse...

Saúde!
Hoje decidi visitar “Os Maias Blogs”
Já não era sem tempo.
E só para relembrar que
A MAIA SOMOS NÓS, MAIATOS!
Já Vieira de Carvalho o afirmava!
Cumprimentos e bons Posts!
- Para continuar a ouvir chorar as arcadas!